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    21-08-2024
    Uma pesquisa da Universidade Estadual de Maringá (UEM) se tornou referência mundial por contribuir com o Ministério da Saúde (MS) no enfrentamento da tuberculose, uma das doenças que mais mata no Brasil.

    Com uma metodologia inovadora, pesquisadores do Grupo de Estudos e Pesquisas em Vigilância do HIV/Aids e da Tuberculose (Gepvhat/UEM) avaliaram a eficácia das políticas públicas que buscam eliminar a doença no País. O grupo é vinculado ao Departamento de Enfermagem (DEN) e ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PSE) da UEM, com coordenação da professora Gabriela Magnabosco.


    No final de junho, a metodologia usada pelo Gepvhat/UEM foi exposta em Daca, capital de Bangladesh, no decorrer de um painel da Organização Mundial da Saúde (OMS) dedicado a países-modelo na articulação multissetorial para a resposta à tuberculose.

    A apresentação foi feita pela Coordenação-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias não Tuberculosas do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Cgtm/Dathi) do Ministério, representada pela consultora técnica Tiemi Arakawa.

    O trabalho recebeu apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e foi apresentado como um exemplo a ser seguido por outros países prioritários no combate à doença.

    METODOLOGIA

    A pesquisa da UEM foi elaborada no contexto de aplicação do Marco de Rendição de Contas da Tuberculose (MAF-TB, na sigla em inglês para Multisectoral and Multistakeholder Accountability Framework for Tuberculosis), ferramenta criada pela OMS em 2018. O MAF-TB é um mecanismo que verifica as ações de cada país no enfrentamento à doença, com o objetivo de aproximar as nações da meta global de eliminação da tuberculose como problema de saúde pública até 2030.

    Dessa forma, pensando em uma melhor aplicação da ferramenta, a Opas denominou instituições de pesquisa para monitorar as políticas públicas governamentais de resposta à doença. A UEM foi a selecionada entre todas as entidades brasileiras, por causa da consolidação do Gepvhat/UEM como um dos principais grupos de estudos que desenvolve pesquisas operacionais no âmbito da tuberculose no Brasil.

    Além de seguir o checklist apresentado pelo MAF-TB, os pesquisadores do Gepvhat/UEM criaram uma metodologia própria de análise qualitativa das ações do MS contra a tuberculose. Depois da delimitação de grupos focais, os cientistas fizeram entrevistas remotas com diferentes agentes do combate à doença no Brasil. No total foram entrevistadas 19 pessoas, em quatro grupos focais determinados pela pesquisa, como membros da sociedade civil, gestores municipais e estaduais de saúde, gestores federais de saúde e pesquisadores da área.

    Na formação do primeiro grupo focal participaram quatro representantes de Organizações Não Governamentais (ONGs) que lutam pelos direitos da pessoa com tuberculose no Brasil. Já entre os gestores municipais, estaduais e federais de saúde foi possível reunir ao menos um agente público de cada região do país, totalizando 13 participantes. Dois pesquisadores formaram o quarto grupo.

    Dessa forma, Gepvhat/UEM se apoiou em depoimentos variados para identificar os avanços, os desafios e a eficácia das políticas públicas estabelecidas pelo Ministério da Saúde nos últimos cinco anos, na perspectiva dos públicos consultados.

    RESULTADOS

    Depois das entrevistas com os quatro grupos focais, os pesquisadores transcreveram as falas de todos os participantes. Por meio de um método de análise do discurso, as transcrições foram agrupadas com base em semelhanças e diferenças entre os depoimentos. Assim, foi possível identificar pontos em comum e opiniões diferentes entre os grupos focais e as diversas regiões representadas. Isso tornou possível mapear a percepção quanto aos avanços e os problemas do enfrentamento à tuberculose em cada cenário de atuação.

    Entre os principais desafios que a pesquisa pôde identificar está a dificuldade em tornar as estratégias e recomendações estabelecidas pelo Ministério da Sapude uma realidade diária dos agentes de saúde estaduais e municipais. É o que os pesquisadores chamam de “transferência da política”, aspecto consonante na maioria dos discursos.

    Na mesma linha, outra problemática percebida pelos cientistas foi a alta rotatividade profissional no sistema de saúde. A troca frequente de trabalhadores diminui a eficácia de ações de capacitação e educação profissional para a aplicação efetiva das políticas de resposta à doença.

    Todos os resultados foram enviados ao Ministério da Saúde por meio de um relatório, que pretende subsidiar a tomada de decisão das autoridades brasileiras de saúde no enfrentamento à tuberculose.

    Da Redação
    Foto – Reprodução

    uem-na-midia
    19-08-2024
    A Universidade Estadual de Maringá (UEM) é a primeira das Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES) e a segunda universidade pública do Paraná a ser aprovada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) para criar a Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM), atitude estabelecida pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU) no ano passado para promover educação, pesquisa e extensão acadêmica voltadas à comunidade refugiada no Brasil.

    A iniciativa garante o acesso de refugiados a direitos e serviços no país por meio de parcerias com instituições universitárias públicas e privadas. O protocolo de intenções entre a UEM e o Acnur será assinado nos próximos dias. A atitude do projeto recebeu o nome de Sérgio Vieira de Mello em homenagem ao brasileiro que morreu no Iraque em 2003 em um atentado à sede da ONU naquele país, após passar grande parte da carreira profissional trabalhando com pessoas refugiadas como funcionário do Acnur.


    Segundo o diretor do Escritório de Cooperação Internacional (ECI), professor Marcio Cassandre, responsável pela proposta enviada ao Acnur, este é mais um passo para a consolidação de ações de educação superior para os refugiados de Maringá e região. “A participação da UEM no grupo de universidades vinculadas à Cátedra abre diálogo com experiências já consolidadas e possibilidades de acesso a recursos e trocas de conhecimentos com novos parceiros.”

    O reitor da UEM Leandro Vanalli explica que esta aprovação pelo Acnur demonstra que a universidade é atuante no cumprimento dos três pilares: ensino, pesquisa e extensão. “Participar dessa importante iniciativa está alinhado com a missão social da UEM e com seu comprometimento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Neste caso, os que se referem à educação de qualidade, e à redução das desigualdades. Estamos muito satisfeitos com esta parceria com o Acnur e diversas outras universidades do país em prol de um nobre objetivo comum”, diz.

    Atualmente, a CSVM é formada por 42 instituições de ensino superior, em 13 estados e Distrito Federal. No Paraná, além da UEM já eram integrados à CSVM a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a instituição privada Centro Universitário Curitiba (UniCuritiba).

    REPASSE

    O Governo do Paraná anunciou um novo investimento de R$ 152 milhões para revitalizar e modernizar a infraestrutura das sete universidades estaduais. A decisão foi formalizada por meio do edital de resultado do Programa de Apoio à Infraestrutura das Universidades Estaduais (Proinfra), publicado ontem pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

    Os recursos, oriundos do Fundo Paraná destinado ao fomento científico e geridos pela Seti, serão divididos em R$ 71,5 milhões para investimentos e R$ 80,4 milhões para custeio. Este aporte financeiro visa concluir obras que estavam paralisadas, financiando a compra de equipamentos, softwares e materiais essenciais para a melhoria da infraestrutura das instituições de ensino superior do Estado.

    Entre os principais objetivos do programa estão a modernização dos espaços acadêmicos e o suporte à formação de profissionais qualificados, o que impulsionará o desenvolvimento científico e tecnológico no Paraná.

    A Universidade Estadual de Maringá (UEM) será beneficiada com R$ 32,2 milhões. Na UEM laboratórios no Departamento de Engenharia de Alimentos serão construídos no câmpus sede.

    Da Redação
    Foto – Reprodução

    uem-na-midia
    12-08-2024
    A Universidade Estadual de Maringá (UEM) divulgou oo resultado dos vestibulares de Inverno e EaD 2024. No total, 1.229 candidatos foram

    aprovados para cursos de graduação da instituição. A maior pontuação do Vestibular de Inverno 2024 foi de Camilo Quinteros Moreira, candidato de 19 anos. O jovem fez 349 pontos e foi aprovado com o primeiro lugar para o curso de Medicina da UEM.

    “Estava no meu computador, dei um ‘Ctrl + F’ (ferramenta de busca) e achei meu nome no primeiro lugar. Imediatamente tive uma explosão de felicidade. Sinceramente, não esperava nem que eu estivesse entre os aprovados”, diz.

    Já Rivaldo Ribeiro, de 60 anos, foi o aprovado mais velho do concurso. Via Vestibular de Inverno, ele conseguiu uma vaga para a graduação em Zootecnia na UEM. Esta foi a quinta vez que ele prestou vestibular na UEM para este curso. Nas anteriores, entre 1981 e 1982, ele não havia conseguido a aprovação. “Não aceito derrota. Desde 1982, eu sabia que daria a volta por cima, pois a glória chega, ainda que demore.”

    No Vestibular EaD, a maior pontuação registrada foi de Elton Pedroso Correa, de 28 anos. O primeiro colocado do concurso foi aprovado para o curso de Letras, vinculado ao polo de Educação a Distância (EaD) da UEM em Sarandi-PR.

    RESULTADOS

    Os resultados dos concursos podem ser acessados no site da Comissão do Vestibular Unificado (CVU) e App Vestibular UEM. O cartão de desempenho dos candidatos também está disponível para consulta, nas mesmas plataformas, até 9 de setembro.

    Os aprovados no Vestibular de Inverno 2024 terão ingresso no primeiro semestre de 2025, junto aos candidatos selecionados via Vestibular de Verão 2024 e Processo Avaliação Seriada (PAS). Já os aprovados no Vestibular EaD ingressam nos cursos neste ano, a partir do mês que vem.

    Os aprovados no Vestibular de Inverno deverão efetuar matrícula a partir de fevereiro do ano que vem, por meio da internet, depois da divulgação dos resultados do Vestibular de Verão e do PAS.

    Já os candidatos que passaram no Vestibular EaD devem efetuar matrícula na semana que vem, entre terça (13) e quinta-feira (15), também pela internet. Os candidatos não convocados em primeira chamada devem manifestar interesse em participar da lista de espera entre 16 e 19 de agosto. A segunda chamada ocorre a partir do dia 20.

    Da Redação
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    06-08-2024
    A Editora da Universidade Estadual de Maringá (Eduem) comemora neste mês os 50 anos da Revista Unimar, primeiro periódico da editora e também a primeira publicação científica da UEM. A revista foi lançada em agosto de 1974 e passou por muitas transformações editoriais no decorrer dos anos. Em 1997, adotou o nome Acta Scientiarum, em que permanece ativo. Antes da mudança de nome foram publicados 38 volumes. Os primeiros números com o novo nome foram lançados em 1998. Desde então, foram publicados 446 volumes, totalizando 484 edições.

    “Como diretor da Eduem, é uma honra celebrar junto com toda a comunidade da UEM os 50 anos de criação da revista Unimar, que foi a primeira publicação científica da Universidade, o que lhe confere uma importância imensa, pois iluminou o caminho para a criação de todos os outros periódicos. Portanto, podemos afirmar que ela é um veículo de extrema relevância e que, hoje, é a semente de todas as revistas que integram o portal de periódicos da UEM”, diz diretor da Eduem, Angelo Priori.


    A publicação que no início era formatada com conteúdo misto, contendo várias áreas do conhecimento, passou a ser organizada em coletânea de periódicos, subdividida por campos de conhecimento. Atualmente, abriga oito periódicos nas seguintes áreas: agronomia; ciências animais; ciências biológicas; ciências humanas e sociais; ciências da saúde; educação; linguagem e cultura; e tecnologia. As publicações são gerenciadas pela editora, porém, cada área tem um editor específico, que é especialista na área.

    O responsável pela Divisão de Projeto Gráfico e Design da Eduem, Marcos Kazuyoshi Sassaka esteve à frente por alguns anos da diagramação da revista a partir de agosto de 1985, quando começou a trabalhar na UEM. Ele explicou que a produção teve várias transformações no decorrer do período de colaboração com o projeto gráfico da revista.

    Sassaka revela que há 50 anos, produzir periódicos era um processo difícil e complexo. A edição e revisão dos textos eram feitas de forma manual ou em máquinas de escrever, exigindo reescritas extensivas. A diagramação demandava corte e colagem física de textos e imagens, enquanto a impressão usava tipos móveis ou chapas metálicas.

    O editor-chefe da Eduem, Carlos Herold Junior, explica que a primeira publicação periódica contínua da universidade sempre teve um retorno considerável, beneficiando tanto os editores quanto os departamentos e projetos da instituição.

    Da Redação
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    uem-na-midia
    05-08-2024
    A 8ª edição da Semana de Artes (SAU) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) começa nesta segunda-feira (5), junto com a I Conferência de Cultura no câmpus sede da universidade. O evento não ocorre há 20 anos.

    Segundo o diretor de Cultura da UEM e do Comitê Gestor Cultural da universidade, André Rosa, o momento representa “a retomada do reconhecimento, da valorização, da produção e circulação de tudo que nós fazemos na universidade em relação à arte e cultura, mas também o que tem sido produzido em outras instituições.”


    Nesta segunda-feira, às 8h30 haverá uma apresentação da Orquestra de Câmara da UEM antecedendo a cerimônia de abertura, no auditório da Biblioteca Central (BCE). Logo após, haverá a palestra com Renê Wagner Ramos (Seti/PR) sobre “Artes e Cultura nas Instituições de Ensino Superior no Paraná: como ampliar redes de apoio, fomento e investimento?”

    Na hora do almoço, o Restaurante Universitário recebe o Encontro das Baterias Universitárias da UEM. No período da tarde, tem a abertura da exposição coletiva na Galerias Colchetes (Bloco A34) e inauguração da exposição coletiva na Galeria de Artes da BCE.

    Às 16h, também na BCE, haverá a apresentação do Coro e Curso de Graduação de Música da UEM. No Encontro das Artes, às 19h30, o Pocket Show de Rap Mc Sol (Sarandi/PR). O primeiro dia termina com o espetáculo teatral “Lori Lamby é uma banana!” com Nana Motta (Londrina/PR), às 21h, no Teatro Universitário de Maringá (TUM).

    A VIII SAU ocorre paralelamente à I Conferência de Cultura da UEM, que tem como intuito aprovar o Plano de Cultura da Universidade. A programação vai até o próximo sábado (9).

    Da Redação
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