uem-na-midia
    05-03-2024
    Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) busca há 15 anos o melhoramento genético de tilápias do Nilo, a espécie de peixe mais produzida e de grande importância comercial no País. Recentemente, o Programa de Melhoramento Genético de Tilápias do Nilo (Tilamax), desenvolvido pelo grupo de Pesquisa PeixeGen da universidade, avançou com as teses de mestrado de duas pesquisadoras de Moçambique, Carla Finiosse e Nareta Figueiredo.

    As pesquisas promoveram um avanço nos estudos para o desenvolvimento de material genético que dispense a necessidade de reversão na produção. Atualmente, a forma mais utilizada para o cultivo desta espécie é o monosexo – apenas machos – porque o peso da fêmea oscila entre 70% a 75% do macho. O trabalho das pesquisadoras africanas indica redução da diferença de pesos entre os animais com uso do material genético no acasalamento: as fêmeas passaram de 72% do peso do macho para 82% em viveiros escavados e para 80% nos tanques-rede.

    Receba todas as nossas notícias pelo Whatsapp.
    Siga o Maringá Post pelo Instagram.
    “Conseguimos aumentar dez pontos percentuais, o que indica que existe um caminho para diminuirmos a desigualdade”, afirma o orientador delas, Carlos Antonio Lopes Oliveira, docente da graduação e pós-graduação do Departamento de Zootecnia da UEM.

    Os mestrados das moçambicanas foram estudos complementares dentro da Pesquisa PeixeGen. Nareta Figueiredo pesquisou o “Dimorfismo sexual para o peso corporal de tilápias do Nilo” e conseguiu aprimorar a metodologia para o processo de seleção de famílias reprodutoras, reduzindo a diferença entre macho e fêmea. Já Carla Finiosse estudou uma “Avaliação do dimorfismo sexual para a velocidade de crescimento em tilápia do Nilo em dois sistemas de produção”. Ela testou o material genético em tanques-rede e viveiro escavado, com elevação do peso das fêmeas.

    As pesquisadoras são funcionárias do Centro de Pesquisa em Aquicultura (Cepaq), em Chókwè, Moçambique, que produz tilápias da espécie Moçambicana e da espécie Nilótica (a mesma produzida no Brasil). Finiosse chefia a Unidade de Alevinagem de tilápias do Nilo e Figueiredo é técnica no setor de melhoramento genético de tilápia Moçambicana. Oliveira lembra que a parceria foi impulsionada pelo zootecnista Humberto Todesco, egresso da UEM, que atua como consultor no Cepaq.

    “Para mim, esta pesquisa foi muito boa porque praticamente eu só tinha a experiência de onde eu trabalhava. Na prática, a gente aprende mais, consegue ver os problemas e as soluções, além de ter um grande professor ao nosso lado. Volto para o meu país com uma boa bagagem de melhoramento genético”, afirma Carla.

    “Eu já tinha uma bagagem de tecnologia de produção, mas era com tilápia de Moçambique. Aqui pude ampliar meus conhecimentos ao trabalhar com tilápia Nilótica e vários sistemas de produção. Vou levar essa experiência para o meu país e aplicar as novas tecnologias de produção que aprendi aqui. Estou extremamente satisfeita por ter feito parte dessa instituição, desse programa de pós-graduação e também por ter sido orientada pelo professor Carlos Oliveira”, diz Nareta.

    A parceria de transferência de tecnologia entre os dois países começou há dois anos, em fevereiro de 2022, quando foi assinado um acordo de cooperação internacional entre o Programa de Pós-Graduação em Zootecnia (PPZ) da UEM e a organização norueguesa não governamental Norges Vel, por meio do Escritório de Cooperação Internacional (ECI). A vinda e manutenção delas foi mantida pela ONG e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que concedeu bolsas de estudos no último ano.

    Figueiredo e Finiosse concluíram o mestrado e retornaram a Moçambique na última semana, levando o material genético desenvolvido na UEM para distribuição pelo Cepaq aos alevinocultores e piscicultores do país africano.

    TILAMAX

    O programa Tilamax foi desenvolvido há mais de quinze anos na Estação Experimental de Piscicultura da UEM, que executa desde 1996 uma importante função na pesquisa de excelência para a piscicultura brasileira, envolvendo estudantes da graduação, mestrado e doutorado. Localizada no distrito de Floriano, a 20 quilômetros de Maringá, no Noroeste do Paraná, a Estação abriga o primeiro centro público da América Latina de pesquisa sobre melhoramento genético de tilápias do Nilo.

    São 20 tanques de 6m³, onde são avaliados anualmente representantes de 50 a 90 famílias, resultando em aproximadamente 3 mil peixes. De cada grupo familiar são selecionadas as quatro melhores fêmeas e os dois melhores machos, que serão os pais da próxima geração.

    AEN

    Foto: UEM

    uem-na-midia
    06-03-2024
    As universidades estaduais de Maringá (UEM), de Londrina (UEL), de Ponta Grossa (UEPG) e do Oeste do Paraná (Unioeste) estão entre as 100 melhores instituições de pesquisa do Brasil e entre as 200 da América Latina. A classificação está na edição de 2024 do ranking internacional Alper-Doger Scientific Index, que também destacou os pesquisadores ligados a essas instituições.

    Ao todo, foram ranqueadas 1.830 organizações, públicas e privadas, na região latino-americana, sendo 576 brasileiras, entre universidades, institutos, hospitais e empresas.

    Receba todas as nossas notícias pelo Whatsapp.
    Siga o Maringá Post pelo Instagram.
    O sistema de classificação e análise Alper-Doger se baseia no desempenho científico e no valor agregado da produtividade científica de cientistas de forma individual. O índice considera, entre outros fatores, o número de citações por publicação dos pesquisadores como métrica de avaliação das instituições.

    Intuito é evidenciar profissionais com trabalhos relevantes, assim como universidades e institutos com capacidade de atrair cientistas de excelência.

    uem-na-midia
    07-03-2024
    Salvar vidas é o objetivo de um projeto de iniciação científica vinculado ao Departamento de Medicina (DMD), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que foi apresentado, no final de 2023, às autoridades municipais de saúde de Maringá.

    Realizado por pesquisadores da Universidade, o “Programa de desfibrilação precoce a vítimas de PCR extra-hospitalar” desenvolveu um aplicativo que mapeia os locais com Desfibriladores Externos Automáticos (DEAs) e indica ao usuário qual o aparelho mais próximo, em caso de emergência. Os DEAs são dispositivos essenciais para a sobrevivência de vítimas de parada cardiorrespiratória (PCR) fora do hospital.

    A iniciativa tem coordenação do professor do DMD Luciano de Andrade e colaboração da docente do Departamento de Informática (DIN) Heloise Manica Paris Teixeira. Também participam acadêmicos dos cursos de Medicina e Ciência da Computação, pós-graduandos em Ciências da Saúde e um profissional egresso da UEM, que totalizam sete membros ativos do projeto.

    Receba todas as nossas notícias pelo Whatsapp.
    Siga o Maringá Post pelo Instagram.
    Registrado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o aplicativo denominado “Local DEA” já está em funcionamento. Além de indicar a rota entre o DEA mais próximo e o usuário, o sistema também mapeia os hospitais e estações de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da região. O app ainda traz orientações para o uso do desfibrilador e um guia com técnicas de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), bem como contatos dos serviços de emergência.
    Segundo Luciano de Andrade, após a implantação de mais DEAs pela cidade, a Universidade pretende ceder o uso do aplicativo, de forma gratuita, aos serviços públicos municipais e à população em geral. “A intenção é tornar Maringá a primeira cidade do Brasil com um programa de desfibrilação precoce com foco no atendimento rápido a PCRs fora do ambiente hospitalar. Essa iniciativa busca aumentar as chances de sobrevivência das pessoas em situações de PCR extra-hospitalar”, afirmou o coordenador geral da iniciativa.

    Déficit de aparelhos em Maringá
    Vinculado ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti), o projeto surgiu com foco na criação do aplicativo de geolocalização. No entanto, durante o desenvolvimento do “Local DEA”, um trabalho de mapeamento revelou que, atualmente, há apenas cinco DEAs ativos na região urbana de Maringá, quatro deles em shopping centers. O baixo número de dispositivos existentes na cidade levou o projeto a expandir sua área de atuação.

    Por meio de uma metodologia matemática de otimização dos ambientes públicos, os pesquisadores se dedicaram a propor locais da área urbana de Maringá onde devem ser implantados novos DEAs, o que viabilizaria o uso do aplicativo pelo público geral.

    Segundo a pesquisa, seriam necessários mais 68 aparelhos espalhados pela cidade, para cumprir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e atender aos mais de 240 mil maringaenses que vivem em regiões onde a chegada de ambulâncias pode superar cinco minutos de espera.

    O relatório produzido pelos pesquisadores foi apresentado à vereadora Ana Lúcia Rodrigues (PDT), que encaminhou a proposta de implantação dos DEAs à Prefeitura Municipal de Maringá (PMM), à Secretaria Municipal de Saúde e ao Conselho Municipal de Saúde (CMS/MGÁ).

    Os conselheiros municipais se sensibilizaram com o tema e pediram que o coordenador do projeto, professor Luciano de Andrade, fizesse uma nova apresentação ao Conselho, que deve ocorrer em março. Uma das possibilidades estudadas pelo CMS/MGÁ é encaminhar a proposta ao Conselho Estadual de Saúde do Paraná (CES/PR) e à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), para que o projeto seja considerado em nível estadual.

    “Agora, esperamos convencer os gestores públicos para a aquisição e instalação dos DEAs, juntamente com a implementação de um programa de capacitação para a população leiga sobre o atendimento inicial à PCR e o uso do DEA”, explicou o coordenador.

    Além do desenvolvimento do aplicativo “Local DEA” e da possibilidade de parceria com o setor público, os resultados obtidos também renderam uma pesquisa de doutorado, realizada por um dos pós-graduandos participantes. Segundo a coordenação do projeto, o doutorando está prestes a submeter seu primeiro artigo científico a uma revista internacional de alto impacto.

    Como e por que usar o DEA
    No Brasil, apenas sete em cada 100 pessoas que sofrem parada cardiorrespiratória (PCR) extra-hospitalar conseguem sobreviver. Segundo médicos, os números indicam uma taxa de sobrevivência relativamente baixa nesse cenário específico.

    Segundo dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), somente no ano de 2022, Maringá teve 113 casos de PCR fora do ambiente hospitalar. Nessas situações, a chance de sobrevivência cai até 10% a cada minuto sem socorro, e a morte cerebral pode ocorrer entre quatro e seis minutos após a parada cardíaca.

    Para o atendimento a emergências, Maringá conta com três estações de ambulâncias, mas o tempo médio de resposta do Samu é de 14 a 16 minutos. O valor supera o limite de 8 minutos estabelecido pela OMS. Conforme os pesquisadores, o tempo de espera para o primeiro socorro em caso de PCR deveria ser de, no máximo, cinco minutos.

    Por isso, o uso precoce de DEAs, antes mesmo da chegada de uma ambulância, aumenta consideravelmente a sobrevida da vítima. Ainda conforme a OMS, o ideal é ter um DEA disponível a cada 1 mil a 2 mil pessoas.

    Em caso de socorro a uma pessoa em parada cardíaca, o atendimento imediato pode ser realizado até mesmo por leigos. Ao identificar os sinais de parada cardíaca – ausência de resposta ao ser chamado e de respiração -, acione primeiramente o serviço de emergência, pelos telefones 192 ou 193, e solicite um DEA.

    Até a chegada do dispositivo, inicie compressões no centro do tórax da vítima, na metade inferior do osso esterno, dois dedos acima da boca do estômago. A ressuscitação cardiopulmonar (RCP) deve ser executada sempre com os braços estendidos, com uma profundidade de pelo menos 5 cm e uma velocidade de 100 a 120 compressões por minuto.

    O DEA também pode e deve ser utilizado por leigos. Quando o aparelho chegar, ligue-o e siga as orientações do equipamento, posicionando as pás do desfibrilador no tórax da vítima. Aplique o choque quando indicado, com segurança. No momento do choque não toque no paciente. Após o choque, retome as compressões torácicas e siga atendendo às orientações do equipamento.

    Foto: Reprodução / WLT Fire

    uem-na-midia
    08-03-2024
    No próximo domingo, 10 de março, o Museu Dinâmico Interdisciplinar, da Universidade Estadual de Maringá (MUDI/UEM), vai comemorar o Dia Internacional da Mulher. Na pauta das atividades estarão a anatomia feminina e as questões ambientais provocadas pelos absorventes.
    Pesquisas apontam que uma pessoa que menstrua pode produzir, aproximadamente, 200 kg de lixo quando utiliza somente absorventes descartáveis! No Brasil não há ainda programa de reciclagem para esse tipo de material. Logo, milhares de absorventes são enterrados em lixões e aterros, contaminando o ambiente por conta dos seus componentes plásticos e aditivos químicos.

    Receba todas as nossas notícias pelo Whatsapp.
    Siga o Maringá Post pelo Instagram.
    O projeto Prevenção e Autocuidado na Saúde Reprodutiva, do Mudi, tem investido em ações de ensino, pesquisa e extensão em relação ao ciclo menstrual e a sensibilização das pessoas que menstruam sobre as opções atuais de absorventes ecológicos existentes.

    “Entendemos que educação para o autocuidado e prevenção pode ser um dos caminhos para o alcance de uma atitude mais saudável em relação ao ambiente. Nosso objetivo, além de comemorar o Dia Internacional das Mulheres, é sensibilizar para a urgência em se adotar uma postura mais reflexiva sobre as questões que envolvem a igualdade menstrual, a saúde reprodutiva, o autocuidado e a sustentabilidade”, explica a coordenadora do projeto, a professora Sônia Trannin.

    No domingo, acadêmicos do curso de Enfermagem estarão no Mudi para discutir todas os aspectos apresentados acima. O professor Marcílio Hubner de Miranda Neto ainda coordena a ação que peças e modelos anatômicos para explicar a estrutura dos genitais feminino e masculino.

    “Haverá também peças com mioma, maquetes e fetos que permitem compreender o desenvolvimento embriológico e fetal, entre outras questões”, convida o docente da UEM.

    Serviço

    Dia Internacional da Mulher

    Local: MUDI

    Dia: 10/03/2024 (domingo)

    Horário: 14h às 17h

    Foto: Divulgação / UEM

    uem-na-midia
    08-03-2024
    No próximo domingo, 10 de março, o Museu Dinâmico Interdisciplinar, da Universidade Estadual de Maringá (MUDI/UEM), vai comemorar o Dia Internacional da Mulher. Na pauta das atividades estarão a anatomia feminina e as questões ambientais provocadas pelos absorventes.
    Pesquisas apontam que uma pessoa que menstrua pode produzir, aproximadamente, 200 kg de lixo quando utiliza somente absorventes descartáveis! No Brasil não há ainda programa de reciclagem para esse tipo de material. Logo, milhares de absorventes são enterrados em lixões e aterros, contaminando o ambiente por conta dos seus componentes plásticos e aditivos químicos.

    Receba todas as nossas notícias pelo Whatsapp.
    Siga o Maringá Post pelo Instagram.
    O projeto Prevenção e Autocuidado na Saúde Reprodutiva, do Mudi, tem investido em ações de ensino, pesquisa e extensão em relação ao ciclo menstrual e a sensibilização das pessoas que menstruam sobre as opções atuais de absorventes ecológicos existentes.

    “Entendemos que educação para o autocuidado e prevenção pode ser um dos caminhos para o alcance de uma atitude mais saudável em relação ao ambiente. Nosso objetivo, além de comemorar o Dia Internacional das Mulheres, é sensibilizar para a urgência em se adotar uma postura mais reflexiva sobre as questões que envolvem a igualdade menstrual, a saúde reprodutiva, o autocuidado e a sustentabilidade”, explica a coordenadora do projeto, a professora Sônia Trannin.

    No domingo, acadêmicos do curso de Enfermagem estarão no Mudi para discutir todas os aspectos apresentados acima. O professor Marcílio Hubner de Miranda Neto ainda coordena a ação que peças e modelos anatômicos para explicar a estrutura dos genitais feminino e masculino.

    “Haverá também peças com mioma, maquetes e fetos que permitem compreender o desenvolvimento embriológico e fetal, entre outras questões”, convida o docente da UEM.

    Serviço

    Dia Internacional da Mulher

    Local: MUDI

    Dia: 10/03/2024 (domingo)

    Horário: 14h às 17h

    Foto: Divulgação / UEM

    Login Form

    DENUNCIEUEM SEM ASSÉDIO

    © 2026 ASC • Assessoria de Comunicação Social • Universidade Estadual de Maringá

    Please publish modules in offcanvas position.