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Evento foi realizado no Dia Mundial de Combate ao Câncer, 8 de abril

Uma das atividades do Trote Solidário 2018, do curso de Medicina da Universidade Estadual de Maringá (UEM), marcou o Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 8 de abril. A campanha dos acadêmicos, que ganhou o nome de Corte, Doe, Ajude!, levou pessoas da comunidade, estudantes e pacientes oncológicos da nossa região à ala de oncohematologia do Hospital Regional Universitário de Maringá (HUM), localizada no Hemocentro.

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Foram feitas 45 doações, entre cortes e entrega de mechas vindas da comunidade. A estudante do primeiro ano de Medicina, Julia Gabella, 18, trouxe oito pacotes de cabelo já cortados e estava esperando mais duas amigas que iriam doar no local. “Ela disse que ficou surpresa com o retorno das pessoas. “Coloquei pedidos no Facebook e, de repente, começaram a chegar as mechas cortadas e outras pessoas dizendo que viriam aqui. Isso é extremamente gratificante. Foi meu primeiro contato com o mundo da Medicina sob esse aspecto social e uma experiência muito importante como caloura”, disse a estudante.

STELA MONTAGEM

Quinze doações foram feitas no local. Uma delas foi da empresária Maria Stela Machado Velho (na foto acima, no antes e depois), 57 anos, que deixou por lá uma madeixa de 34 centímetros. “Sempre tive cabelo comprido. Até sou meio chata com esse negócio de cuidar dos meus cachos. Mas resolvi passar por cima disso para beneficiar aqueles que estão passando por momentos difíceis. É uma forma de ajudar a levantar a autoestima daqueles que estão enfrentando a doença. Além disso, tivemos um caso na família que foi superado com sucesso e essa é uma forma de agradecer pela vida do Pedro, que hoje usa até cabelo comprido. Está lindo”, disse a empresária.

Outro doador foi Ivan Marinheiro (foto abaixo), 31, funcionário do HUM. “Meu trabalho me mostra o quanto a gente pode ajudar as pessoas com ações simples como essa de doar o cabelo. Deixei de cortar em 2014 e, agora, chegou o momento de oferecer a alguém. Está na medida certa e eu estou muito feliz de poder ajudar”, contou o servidor público.

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O acadêmico de Medicina da UEM, que estava entre os organizadores do evento no domingo, Bruno Henrique Valério (foto abaixo), 18 anos, também foi um dos doadores. Ele disse que essa é uma preparação para a vida de médico. “Na Medicina, nós cuidamos não só da saúde física das pessoas, mas, também, da subjetividade dos nossos pacientes. Essa é uma forma de dar essa assistência às pessoas com câncer, cuidando do aspecto emocional delas”, explicou.

Outras quatro doações foram agendadas para dar apoio às ações do Instituto Davi Moretti Lazarin, entidade que entrou como parceira do Trote Solidário da Medicina. As mechas captadas pela Fundação são obtidas no Espaço Juliana Oliveira, em Maringá, onde as doações são feitas fora das campanhas como a do Trote da Medicina.

A dona do Espaço, que estava no Hemocentro com a cabelereira Isabela, disse que qualquer pessoa que queira doar pode agendar um horário, o corte é feito de forma gratuita. “O telefone para o agendamento é o (44) 3029-8454. Separamos as terças e quartas para receber os doadores lá no nosso Espaço. Mas é preciso marcar horário antes de ir e lembrar que são necessários, no mínimo, 15 cm de madeixas”, reforçou Juliana Oliveira.

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Perucas – Do Espaço Juliana Oliveira, as mechas de cabelo doadas seguem para empresa Lú Hair, que confecciona as perucas. Mais tarde, esse material é doado para pacientes com câncer. No domingo, dona Luzia Conti, 65, paciente do Hospital do Câncer, recebeu a sua peruca e disse que é a mais bonita que já viu. “Tentei comprar uma já pronta, na loja, mas não consegui me sentir bem. Essa aqui foi feita pensando em mim e ficou muito boa, do meu jeito. Agradeço muito a todas as pessoas que fizeram isso acontecer. Estou muito feliz”, desabafou dona Luzia.

Outra beneficiada com a doação da peruca foi Rosa Iwamoto, 67 (na foto abaixo). “Ficar sem cabelo é muito ruim. Estou muito feliz porque minha filha solicitou e a peruca veio rápido”, disse a maringaense.

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A diretora do Instituto Davi Moretti Lazarin, Andréia Lazarin, explicou que a entidade nasceu há três anos, depois que ela perdeu um filho de 10 anos, Davi, para o câncer. Desde então, um grupo de voluntários e parceiros vêm realizando eventos que promovem o bem estar físico, espiritual e afetivo de crianças de Maringá e região. E ela lembrou que: “a equipe de parceiros do Espaço Juliana Oliveira está à disposição para quem quiser doar, porque nossa ação, chamada de Força na Peruca, é permanente” reforçou a diretora.

O Trote Solidário da Medicina foi resultado de uma parceria entre o Centro Acadêmico de Medicina de Maringá (Camem), a Federação Internacional de Associações de Estudantes de Medicina (IFMSA) – Brazil/UEM, a Atlética de Medicina – (AAAREY) e o Instituto Davi Lazarin com o apoio do setor de oncologia pediátrica do HUM/Hemocentro, que tem como assessora a professora Silvia Tintori, e como oncologista pediátrica a doutora Alessandra Cristina de Oliveira Borges.