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O projeto tem o apoio da Assessoria de Ensino, Pesquisa e Extensão do hospital

O Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM) é um dos parceiros do Curso Instrumental de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para acadêmicos e Profissionais da Área da Saúde, que está sendo organizado por alunos do curso de medicina da Universidade Estadual de Maringá. A iniciativa é do Departamento de Medicina (DMD/UEM), por meio da International  Federation of Medical Students Association (IFMSA), Comitê Local UEM – Brazil. O projeto tem o apoio da Assessoria de Ensino, Pesquisa e Extensão do HUM, que viabilizou o encontro dos parceiros para a efetivação gratuita da iniciativa.

Segundo o vice-presidente para Assuntos Internos da IFMSA, Marcos Madeira de Lima, a entidade é uma ONG que tem como objetivo oferecer oportunidades de capacitação aos alunos de medicina. “Em conversa com os alunos do sexto ano da UEM, vimos que conhecer minimamente a Libras era fundamental, porque temos dificuldade de nos comunicarmos com os pacientes com problemas auditivos. Mesmo que o hospital ofereça tradutores da língua de sinais, quando a comunicação entre médico e paciente é direta ela é muito mais rica. Assim, procuramos viabilizar o curso e temos 31 alunos participando”, contou o acadêmico.

O presidente da IFMSA, Henrique Borim, lembrou que, segundo os conhecimentos apreendidos em sala de aula, “70% do diagnóstico é feito pela anamnese; isto é, na conversa que o médico tem com seu paciente e pelo exame físico. Se não conseguimos nos comunicar com as pessoas vamos ter prejuízo neste processo de diagnóstico”.

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Um colega de curso, André Kioshi Masura (acima), disse que a iniciativa é uma forma de compensar uma deficiência do curso de medicina. “É um curso básico, mas estamos conseguindo ter uma noção interessante da Libras”, argumentou. A declaração de Masura teve o apoio da acadêmica Débora Hernandes, que falou que a formação em medicina “deve promover um profissional apto a atender todo o tipo de público, inclusive, os surdos. Não vamos virar experts em Libras, mas vai ficar mais fácil fazer o acolhimento devido a esse grupo”, destacou a acadêmica do quinto ano de medicina.

Propae – A efetivação do curso de Libras contou com a intermediação do Núcleo Regional de Educação (NRE). O órgão colocou a IFMSA em contato com o Programa Interdisciplinar de Pesquisa e Apoio à Excepcionalidade (Propae), da UEM, que já tem a expertise de oferecer cursos de Libras. A viabilização do curso se deu por meio da professora Silvia Altoé, que atua na área do Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar (Sareh), e de Marieuza Endrissi, técnica pedagógica responsável pela área da surdez no NRE, que também é membro no Propae.

Outro membro do Propae, o professor Paulo Sander, estava ministrando aula para o grupo da UEM, no sábado, dia 28 de outubro. Segundo ele, “é importante a gente participar destas iniciativas porque muito pouca gente sabe o que é a Libras. Quase ninguém tem conhecimento de que a linga dos surdos não é igual no mundo inteiro, por exemplo. Por isso, a gente fica contente de poder divulgar a língua brasileira de sinais. Especialmente para esse público da medicina e da saúde, que tem uma visão diferente sobre o que é a deficiência”, destacou o instrutor.

As aulas de Libras para os alunos de medicina da UEM vão até dia 9 de dezembro e estão sendo realizadas aos sábados, das 8 às 12 horas, no Departamento de Medicina, no HUM.